Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Pesquisadores desvendam mistério por trás de uma aurora boreal gigante

Pesquisadores desvendam mistério por trás de uma aurora boreal gigante

Geralmente, auroras boreais parecem shows de luzes, que mudam de cor e forma conforme dançam no céu. Mas em 25 de dezembro de 2022 foi diferente. Naquele Natal, uma luz esverdeada, uniforme e gigante cobriu quatro mil quilômetros quadrados – quase o triplo da cidade de São Paulo – no Polo Norte. E uma equipe de pesquisadores mergulhou nessa aurora boreal para investigar suas origens.

A missão do estudo era tão simples quanto complexa: entender o que tinha causado essa aurora boreal tão diferente das demais registradas até então. Para isso, os pesquisadores da equipe exploraram dados captados a partir do chão e do espaço. E, enfim, encontraram respostas.

O Sol emanou uma cascata de elétrons, que desceu sobre o Polo Norte naquele 25 de dezembro de 2022. Por isso, a aurora boreal resultante ficou conhecida como “aurora de chuva polar”, segundo a pesquisa – publicada recentemente no periódico Science Advances.

(Auroras polares ocorrem por conta do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte, o fenômeno é conhecido como aurora boreal.)

Para investigar o que aconteceu naquele Natal, os autores do novo estudo examinaram dados dos satélites polares em órbita do Departamento de Defesa dos EUA. Ao fazer isso, descobriram que o vento solar havia caído praticamente a zero no momento da aurora, o que também coincidiu com a abertura de um chamado buraco coronal na superfície do Sol.

Como consequência, elétrons conseguiram fluir através deste buraco coronal sem serem dispersados pelo vento solar. Essas partículas – que normalmente seriam sopradas de um lado para o outro, criando o movimento típico das auroras – puderam descer suavemente sobre o Polo Norte num fluxo constante. Daí a estabilidade da aurora boreal em questão.

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