
Por décadas, cientistas têm buscado maneiras mais rápidas e eficientes de explorar o Espaço, superando as limitações dos métodos tradicionais de propulsão.
Enquanto os foguetes atuais oferecem força bruta, são extremamente ineficientes. Alternativas, como a propulsão elétrica ou a navegação solar, embora eficientes, carecem de potência significativa para viagens interestelares.
Como pontua o Science Alert, uma solução teórica para esse dilema está em uma das substâncias mais raras do Universo: a antimatéria. Pesquisadores da Universidade dos Emirados Árabes, Sawsan Ammar Omira e Abdel Hamid I. Mourad, apresentaram novo estudo sobre o potencial da antimatéria como fonte de propulsão espacial, destacando os desafios técnicos e energéticos que ainda precisam ser superados.
Apesar de seu potencial extraordinário, a antimatéria apresenta desafios significativos. Primeiro, sua instabilidade: qualquer contato com matéria comum leva à aniquilação instantânea, exigindo campos eletromagnéticos avançados para contê-la.
Até agora, os cientistas conseguiram armazená-la por apenas 16 minutos na Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN, na sigla em inglês), em 2016 – e em quantidades microscópicas, muito aquém dos gramas necessários para propulsão espacial.
Além disso, a produção de antimatéria exige enormes quantidades de energia. No CERN, o Antiproton Decelerator gera cerca de dez nanogramas de antiprótons por ano, ao custo de milhões de dólares. Produzir um único grama exigiria 25 milhões de kWh de energia – suficiente para abastecer uma pequena cidade por um ano – e custaria mais de US$ 4 milhões (R$ 24,42 milhões, na conversão direta) apenas em custos energéticos.
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