
As mudanças climáticas não afetam apenas o futuro do nosso planeta, mas também o passado da humanidade. Isso porque os eventos climáticos extremos ameaçam patrimônios culturais do nosso planeta. É o caso de uma pirâmide de pedra localizada no México. A estrutura de 15 metros de altura é um dos monumentos mais bem preservados da civilização do Reino de Michoacán e simplesmente veio abaixo em julho deste ano.
A pirâmide no México é apenas um dos exemplos dos impactos das mudanças climáticas em obras de relevância cultural. Na mesma época foi registrado o desabamento do icônico “Double Arch” no Parque Nacional de Glen Canyon, nos Estados Unidos.
Recentemente, um grupo de arqueólogos descobriu que pinturas rupestres antigas na Oceania estão se deteriorando com o aumento das temperaturas. Já um estudo sobre materiais de construção do patrimônio cultural na Europa e no México identificou que quando a precipitação aumenta substancialmente, isso coloca esses edifícios em grandes riscos.
Por isso, pesquisadores estão buscando formas de proteger os monumentos destes efeitos, embora isso não seja nada fácil. O apelo segue sendo por esforços da comunidade internacional para reverter o atual cenário de aumento das temperaturas globais.
Os cientistas são categóricos ao afirmar que apenas a diminuição das emissões de gases de efeito estufa podem salvar o nosso planeta, além dos nossos monumentos do passado, é claro.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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