Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

Planeta “bebê” quebra recorde e pode ajudar a revelar como mundos gigantes se formam

Planeta “bebê” quebra recorde e pode ajudar a revelar como mundos gigantes se formam

Astrônomos confirmaram o planeta mais jovem já conhecido. Chamado Elias 2-24 b, o mundo tem menos de um milhão de anos e ainda está girando dentro do disco de gás e poeira que envolve sua estrela hospedeira.

A descoberta foi feita a partir de observações arquivadas e pode ajudar os cientistas a entender melhor como planetas gigantes se formam. O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

Antes de Elias 2-24 b, o recorde de planeta mais jovem era dividido por quatro mundos: dois orbitando a estrela PDS 70 e outros dois ao redor da WISPIT 2. Todos têm mais de cinco milhões de anos.

“Os modelos de formação planetária já tinham dificuldades para explicar os recordistas anteriores de planeta mais jovem. Elias 2-24 b mostra que até mesmo nossos melhores modelos de formação planetária ainda estão deixando de considerar alguns processos importantes”, afirmou Lucas Cieza, professor do Instituto de Estudos Astrofísicos do Chile e coautor do estudo.

“Os planetas deveriam ser encontrados dentro das lacunas, porque são eles que as esculpem. E foi exatamente onde encontramos Elias 2-24 b”, explicou Andrea Bernardi, doutorando da Universidad Diego Portales, no Chile, e líder da equipe responsável pelo estudo.

A confirmação do planeta resolve mistério que vinha intrigando os astrônomos havia cerca de dez anos. Observações realizadas pelo ALMA, no Chile, identificaram uma lacuna no disco de poeira ao redor da estrela Elias 2-24. Posteriormente, o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, também no Chile, detectou um pequeno ponto de luz dentro dessa lacuna.

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