Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Planeta Terra não é uma esfera perfeita; entenda o porquê

Planeta Terra não é uma esfera perfeita; entenda o porquê

Se você já teve a oportunidade de estudar Geografia ou dar uma olhada rápida em um globo, provavelmente aprendeu que a Terra é uma esfera perfeita. Mas a realidade é um pouco mais complexa do que essa explicação simplista. Na verdade, o planeta Terra não é uma esfera perfeita, e há várias razões científicas para isso.

Vamos começar pelo básico. Por que os planetas são (mais ou menos) redondos? A resposta é simples: a gravidade. Os planetas se formam a partir da colisão de partículas de matéria ao longo do tempo, agrupando-se em corpos celestes cada vez maiores. Conforme a massa do planeta aumenta, sua atração gravitacional também se intensifica, atraindo mais matéria para si. Isso ocorreu com o nosso planeta Terra.

O campo gravitacional de um objeto sempre apontará para o centro de sua massa. Quanto maior algo é, mais massivo é, e consequentemente maior é sua atração gravitacional. Mas a questão é que a gravidade é surpreendentemente fraca. Um objeto deve ser realmente grande antes de poder exercer uma atração gravitacional forte o suficiente para superar a resistência do material do qual é feito.

Objetos sólidos menores (com metros ou poucos quilômetros de diâmetro) têm atrações gravitacionais tão fracas que não conseguem se moldar em uma forma esférica. Isso explica por que objetos menores, como cometas, asteroides e etc. não possuem uma forma esférica e sim um formato mais abstrato.

A gravidade, embora seja responsável por moldar planetas, é, na verdade, fraca demais para transformar o planeta Terra em uma esfera perfeita. Além disso, outras forças também desempenham um papel importante na determinação da forma de um planeta.

Em 1671, o astrônomo Jean Richter viajou de Paris, França, para Cayenne, na Guiana Francesa, na América do Sul. Ele levou consigo um pêndulo. Embora o pêndulo fosse preciso em Paris, Richter percebeu que, em Cayenne, ele funcionava mais lentamente, perdendo dois minutos e meio a cada dia. Ele ajustou o pêndulo para manter a precisão.

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