
Um novo estudo traz novas – e bastante interessantes – informações sobre o sistema estelar TRAPPIST-1, localizado a mais ou menos 40 anos-luz da Terra. A principal descoberta é a de que as órbitas “ressonantes” dos seus planetas lhe serviu para evitar a maioria dos choques com outros corpos celestes no espaço.
O TRAPPIST-1 conta com uma estrela anã vermelha – o tipo mais comum da Via Láctea – e sete exoplanetas orbitando à sua volta. Destes, pelo menos cinco têm potencial para serem habitáveis, mas são as suas respectivas órbitas que intrigam os autores do estudo, que foi publicado no jornal científico Nature Astronomy.
A palavra-chave aqui é “ressonantes”: segundo os autores do estudo, isso significa que os planetas do TRAPPIST-1 (nomeados por letras de “b” a “h” com base nas suas distâncias da estrela) têm mais ou menos o mesmo ritmo de órbita – a grosso modo, ainda que cada planeta leve um tempo diferente para completar uma volta completa, todos eles se alinham mais ou menos no mesmo ponto inicial.
Em termos mais leigos: no tempo em que o planeta “TRAPPIST-1b” completar oito voltas em sua órbita, o planeta “c” terá feito quatro voltas, o planeta “c”, duas voltas e assim por diante. Segundo os cientistas, é esse comportamento orbital incomum que dificultou o impacto de todos esses objetos com corpos celestes errantes no espaço.
“Nós descobrimos que, depois de todos esses planetas terem se formado, eles não foram bombardeados por mais do que uma quantidade bem pequena de objetos”, disse Sean Raymond, astrofísico da Universidade de Bordeaux, na França, e autor primário do paper. “Isso é bem legal. É uma informação interessante a se considerar quando pensamos em outros aspectos desse sistema”.
Raymond explicou que, por meio de simulações computadorizadas, ele e sua equipe foram capazes não de determinar quantos objetos já atingiram o sistema TRAPPIST-1, mas sim estabelecer um limite máximo para isso. “Nós podemos dizer, hoje, algo nas linhas de ‘não pode ter sido mais que isso’. O que acontece é que, nesse caso, ‘isso’, é algo relativamente pequeno”.
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