
Assim como os animais e nós, seres humanos, as plantas também possuem seu próprio sistema de comunicação – e estamos cada vez mais perto de desvendá-lo. Além dos voláteis (substâncias químicas liberadas pelas plantas para sinalizar informações umas às outras), uma forma mais complexa de comunicação vem sendo analisada pela Ciência.
Boa parte da comunicação entre as plantas acontece de forma subterrânea, com sinais elétricos enviados através de suas raízes por uma rede de fungos conhecida como “Wood Wide Web”. Essa “WWW” diferentona não apenas permite que as plantas compartilhem água e nutrientes, mas também informações sobre possíveis ameaças e pragas.
A WWW das plantas vem sendo cada vez mais estudada por cientistas graças aos avanços tecnológicos. Atualmente, existe até uma disciplina específica voltada a esse ramo de pesquisa: a eletrofisiologia vegetal.
Na eletrofisiologia, minúsculas sondas elétricas são inseridas nas plantas para determinar como as alterações nos sinais elétricos podem impactar seu desempenho. Um artigo de fevereiro, por exemplo, analisa a comunicação através de sinais elétricos entre plantas em estufas para monitorar sua irrigação e até detectar possíveis deficiências de nutrientes.
Entretanto, essa rede fúngica também pode ser “desconectada”: o desmatamento, as mudanças climáticas e o uso de produtos químicos no solo podem provocar perturbações que afetam a ligação entre as plantas e, consequentemente, enfraquecem a troca de informações importantes para o seu desenvolvimento.
Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.
Entre para comentar.