
Registros fotográficos recentes mostraram que duas espécies de plantas nativas da Antártida estão se espalhando pelo território, algo raro até então e que é consequência do aquecimento global. Ao mesmo tempo, pesquisadores da Universidade de Washington registraram um recorde de temperatura “fora do normal” no continente, que arrisca a manutenção do bioma gelado.
Os registros mostraram que duas espécies de angiospermas (plantas com flor) estão se espalhando pela Antártida: tratam-se da erva-pilosa-antártida (Deschampsia antarctica) e a pêra-da-antártida (Colobanthus quitensis).
O clima local é inóspito para uma grande variedade de plantas, já que apenas 2% do território não é coberto por neve, o que dificulta o crescimento e explica a ausência.
Segundo Mariana Cabral de Oliveira, professora do Instituto de Biociências da USP, ao Jornal da USP, o principal responsável pela mudança nesse cenário é o aquecimento do continente, fruto das mudanças climáticas.
Ainda, apesar da proliferação das angiospermas ser raro, a Antártida tem outros tipos de organismos fotossintetizantes, como líquens, musgos e algas terrestres.
Em março de 2022, pesquisadores da Universidade de Washington já haviam feito descobertas preocupantes:
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