Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Plataforma offshore era estranha e engenhosa, mas acabou em pedaços

Plataforma offshore era estranha e engenhosa, mas acabou em pedaços

Uma “maravilha da engenharia” que acabou em pedaços num ferro-velho. Em suma, essa é a história da Plataforma de Instrumentos Flutuantes (R/P FLIP, na sigla em inglês), projetada para pesquisa oceânica na era pós-Segunda-Guerra nos Estados Unidos.

A FLIP foi vítima de cortes nos gastos governamentais na esteira da pandemia de Covid-19 e da consequente recessão econômica global. Após algumas decisões financeiras, a Marinha dos EUA desligou a plataforma, desmembrada em 2023.

“Custaria cerca de US$ 8 milhões para tornar a FLIP utilizável por mais cinco ou dez anos, mas esse financiamento poderia ser melhor utilizado em outro lugar. Tivemos muitas ideias criativas, mas não havia inércia ou financiamento suficientes para mantê-la em operação”, disse Rob Sparrock, oficial de Programas do Escritório de Pesquisa Naval da Marinha dos EUA, em 2021, segundo a revista Sea Power.

Com 108 metros de comprimento, a FLIP era uma plataforma de pesquisa oceânica projetada para ser rebocada para o mar horizontalmente, como se fosse uma embarcação marítima.

Ao chegar no local designado, dava para acionar um comando por meio do qual a plataforma era parcialmente inundada e virada em 90 graus. Isso permitia que a FLIP ficasse na vertical na água, com mais de 90 metros de seu “corpo” submersos. Esse processo levava 20 minutos.

Talvez seja difícil imaginar uma plataforma se erguendo desta forma. Por sorte, existe um vídeo dessa virada. Assista abaixo:

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