
Uma enorme erupção solar poderosa o suficiente para ionizar parte da atmosfera da Terra foi detectada por satélites da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) na quinta-feira (28), de acordo com o Centro de Previsão do Tempo Espacial da organização.
Como resultado, o fenômeno ionizou o topo da atmosfera da Terra, provocando um “apagão de rádio de ondas curtas profundas sobre o Oceano Pacífico”, de acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial SpaceWeather.com.
A região ativa AR3615, que originou a explosão de classe X1.1, está localizada perto da borda do disco solar, favorecendo a visão dos fotógrafos. Movimentos de sobe e desce capturados no vídeo acima, obtido por David Wilson, de Inverness, na Escócia, fazem parte da turbulência que dá origem a fortes explosões.
Essa explosão também foi acompanhada por uma CME. Os cientistas da NOAA estavam inicialmente preocupados que esse material chegasse à Terra, potencialmente resultando em uma tempestade geomagnética que poderia afetar satélites, comunicações de rádio e outras infraestruturas. No entanto, na sexta-feira (29), a agência anunciou que esse risco foi descartado.
🌞 🤔 🤩 A look at the coronagraph data from today's X1.1 flare. Can see what looks like a shock from a coronal mass ejection. Waiting for more data 🧐 pic.twitter.com/cCWsOsBrYG
Recentemente, essa mesma mancha solar também foi corresponsável pela maior tempestade geomagnética dos últimos sete anos, conforme noticiado pelo Olhar Digital, um evento de grau G4 – considerado severa em uma escala que vai de G1 a G5.
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