Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Pombos são robôs? Startup pode fazer teoria maluca virar realidade

Pombos são robôs? Startup pode fazer teoria maluca virar realidade

Já ouviu falar de uma teoria de que pombos são robôs controlados pelo governo? Uma ideia que muitas vezes é tratada como piada, ironicamente, pode se tornar realidade. Uma startup de Moscou anunciou no fim de 2025 que aves com eletrodos implantados no cérebro completaram testes de voo controlado sobre a capital russa.

Segundo a Neiry, as aves seguiram rotas pré-programadas e retornaram à base apenas seguindo comandos. O projeto visa juntar neurociência e navegação digital para criar chamados “biodrones”, algo que parece sair diretamente de um filme de ficção científica. O trabalho chama atenção pelo potencial de uso em missões de inspeção e resgate, porém, reacende debates sobre a questão ética e de segurança sobre o controle remoto de animais.

Batizado de PJN-1, o projeto substitui o adestramento tradicional por neurocirurgia. Isso acontece por meio de um suporte estereotáxico, cirurgiões inserem microeletrodos em regiões específicas do cérebro do pombo. Os instrumentos se conectam a um pequeno estimulador fixado à cabeça, que envia impulsos elétricos capazes de induzir movimentos e ajustes na rota pré-definida, segundo informações do portal interestingengineering.

Todo o suporte eletrônico — controlador, módulo de navegação e painéis solares — vai em uma mochila leve, enquanto uma câmera no peito registra imagens durante o voo. Operadores em solo emitem comandos e acompanham a posição da ave via GPS, quase que como se estivessem controlando um drone comum.

Os desenvolvedores afirmam que os pombos podem voar logo após a cirurgia e relatam que as taxas de sobrevivência dos animais chegam a 100%, ou seja, supostamente nenhum pássaro morreu no processo. Não há, até agora, comprovação externa desses resultados, tampouco publicação técnica que permita checagem independente.

Para além dos pombos, a empresa mira a adaptação da plataforma para diferentes espécies. “No momento, a solução funciona com pombos, mas qualquer ave pode ser a portadora”, disse o fundador, Alexander Panov. “Para levar mais carga, planejamos usar corvos em instalações costeiras; para o mar aberto, gaivotas e, para áreas muito extensas, albatrozes.”

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