
Um artigo publicado na quinta-feira (28) na revista Nature Communications Physics descreve um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Dartmouth, no estado norte-americano de New Hampshire, que aponta uma possível causa para as altamente energéticas erupções solares.
Segundo os físicos envolvidos na pesquisa, um dos efeitos magnéticos mais importantes em trabalho no Sol é o mesmo que prende a tampa magnética dos smartphones. No entanto, na nossa estrela-mãe, o resultado é muito mais dramático: campos magnéticos retorcidos carregando correntes de plasma quente ficam entrelaçados, depois se encaixam e rapidamente se reorganizam.
A reconexão magnética rápida libera grandes quantidades de energia, e a Terra está frequentemente sujeita às chamas, rajadas de plasma e tempestades geomagnéticas que a acompanham.
Exatamente o motivo pelo qual a reconexão rápida acontece, e por que ela libera energia a uma velocidade constante e previsível, tem sido um mistério por 60 anos. Agora, observações da Missão Multiescala Magnetosférica (MMS) da NASA, um quarteto de pequenas naves espaciais que voam ao redor da Terra em uma formação piramiológica, podem ter ajudado a descobrir a resposta.
Com uma temperatura superficial de 5.500ºC, o Sol é tão quente que o gás lá é ionizado — ou seja, os átomos têm seus elétrons separados, tornando o gás um mar de elétrons livres e íons eletricamente carregados, que chamamos de plasma.
O plasma é tão suficientemente difuso que os íons raramente entram em contato uns com os outros, motivo pelo qual os cientistas dizem que ele é “sem colisão”, com os íons e elétrons se movendo dentro dele como um grupo, em vez de trajetórias individuais se chocando uns com os outros.
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