Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente

Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente

A NASA está prestes a lançar um novo observatório espacial que poderá mudar a maneira como os astrônomos estudam o Universo. O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman está programado para decolar em 30 de agosto, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, e terá capacidade de observação diferente da oferecida atualmente pelo Hubble e pelo James Webb.

Embora os três telescópios tenham objetivos científicos em comum, o Roman foi projetado para observar uma área muito maior do céu de uma só vez. Essa característica permitirá realizar grandes levantamentos astronômicos e estudar populações inteiras de galáxias e estrelas, em vez de concentrar a observação em regiões relativamente pequenas.

O telescópio terá aproximadamente 12,7 metros de comprimento e será colocado em região do espaço próxima ao ponto de Lagrange 2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

O Roman também observará o Universo em infravermelho, assim como o James Webb. Isso permitirá investigar objetos extremamente distantes e observar regiões que podem ser difíceis de estudar em outros comprimentos de onda.

A diferença é que o James Webb foi desenvolvido para realizar observações extremamente detalhadas de determinados objetos, enquanto o Roman terá como uma de suas principais vantagens a capacidade de fazer levantamentos amplos. Na prática, os dois telescópios poderão trabalhar juntos.

O Roman poderá examinar enormes regiões do céu e identificar fenômenos ou objetos interessantes. Depois, os pesquisadores poderão direcionar o James Webb para alguns desses alvos e realizar observações mais detalhadas.

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