
O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o leste da Rússia na noite desta terça-feira (29), madrugada de quarta (30) na Europa, foi considerado o sexto mais forte da era moderna. O tremor provocou tsunamis de até quatro metros de altura que atingiram a costa russa.
Ondas menores foram registradas no Japão e no Havaí. Outros países, como Filipinas, Indonésia e Chile chegaram a emitir alertas que foram descartados horas depois. Mas por que um abalo tão forte não provocou tsunamis maiores?
Outro efeito causado pelo poderoso terremoto foram tsunamis que alcançaram diversas regiões do Oceano Pacífico. Logo após a confirmação do tremor, havia uma preocupação global de que ondas gigantescas pudessem ser formadas, o que não ocorreu.
Em entrevista ao The New York Times, Diego Melgar, geofísico da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, explicou que isso tem a ver com o tamanho do abalo sísmico. Apesar de ter sido muito forte, a ocorrência na Rússia ainda ficou abaixo dos terremotos na Indonésia, em 2004, e do Japão, em 2011, que resultaram na formação de ondas gigantescas.
Isso ocorre porque a escala de terremotos é logarítmica: um evento de magnitude 9 possui cerca de 10 vezes mais energia do que um evento de magnitude 8,7 e cerca de três vezes mais energia do que um evento de magnitude 8,8. Não me interpretem mal, ainda é enorme. Mas aqueles em 2004 e 2011 eram gigantes.
O especialista ainda afirmou que a profundidade do tremor e como a energia liberada se movimenta ao longo das placas tectônicas influencia no tamanho do tsunami gerado. Estes detalhes ainda não estão muito claros, mas também podem ter influenciado para a formação de ondas “menores”.
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