Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Praga de caracóis gigantes perigosos causa medo na Venezuela

Praga de caracóis gigantes perigosos causa medo na Venezuela

As fortes chuvas que atingem a Venezuela trazem consigo não somente trovões, raios e uma enorme quantidade de água, mas também caracóis gigantes africanos que representam riscos para a saúde humana.

A praga do caracol subsaariano Lissachatina fulica começou no início de novembro, quando o primeiro molusco foi identificado às margens do Lago Maracaibo, no oeste da Venezuela. Segundo especialistas, a chuva constante facilita e muito a proliferação da espécie.

A partir dessa primeira descoberta, diversos caracóis gigantes foram encontrados na região, inclusive no estado vizinho de Táchira. Maracaibo é uma importante área agrícola do país sul-americano.

Em entrevista à AFP, o prefeito da cidade, Rafael Ramirez, disse que cerca de “350 a 400 caracóis gigantes são coletados por dia” na região.

Os perigos que os caracóis gigantes africanos causam à população podem ser explicados por três motivos. Primeiro: eles são devastadores para as plantações. Segundo: essa espécie carrega parasitas que causam meningite, distúrbios intestinais em humanos e encefalite. Terceiro: os caracóis gigantes africanos são considerados invasores por ter uma capacidade reprodutiva de até 600 ovos botados a cada duas semanas.

Apesar do medo, os moluscos não são uma novidade para os venezuelanos. A primeira aparição do caracol africano na Venezuela foi em 1997, e a última praga foi detectada em 2017. De acordo com José Sandoval, diretor de vida selvagem da ONG Azul Ambientalista, a quantidade na época foi bem menor.

Compartilhe