
Desenvolvido para conduzir pessoas e cargas para a Lua, Marte e além, o novo superfoguete da SpaceX consiste em dois elementos: um booster de primeiro estágio chamado Super Heavy e uma espaçonave de estágio superior conhecida como Starship. Juntos, eles formam o maior sistema de lançamento espacial na história, com 120 metros de altura.
Segundo a diretora operacional e presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, a empresa estima que a primeira tentativa de lançamento orbital da Starship ocorra em junho ou julho.
No entanto, antes disso, é necessária a autorização da Administração Federal de Aviação (FAA), que está conduzindo uma “avaliação ambiental programática” (PEA) da Starbase (instalação da SpaceX em Boca Chica, no Texas). Somente depois da conclusão dessa avaliação é que o órgão poderá emitir a licença de lançamento do maior e mais poderoso foguete já construído.
Em relação à avaliação ambiental, a FAA emitiu uma nota dizendo que seus especialistas estão tentando concluí-la até 31 de maio. Vale lembrar que essa já é a quarta data anunciada pelo órgão regulador. A justificativa é que a empresa de Elon Musk fez alterações no requerimento. “A SpaceX fez várias mudanças em sua aplicação que requerem análise adicional da FAA”, diz o comunicado mais recente da estatal.
E mesmo com a aprovação ambiental, não existe a garantia da concessão da autorização para o lançamento. “A conclusão do PEA não garantirá que a FAA emita uma licença de lançamento”, afirmou o órgão federal em diversas notas oficiais emitidas.
Se, por um lado, sem a licença de lançamento da FAA e a aprovação ambiental, a Starship não pode ser lançada legalmente da Starbase, por outro lado, o veículo nem mesmo concluiu toda a gama de testes e revisões burocráticas para isso.
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