
Um artigo submetido este mês ao periódico científico Astrophysical Journal Letters, disponível no servidor de pré-impressão arXiv, descreve uma descoberta que, se confirmada, pode representar uma revolução no estudo dos buracos negros supermassivos.
Segundo os autores do estudo, eles podem ter encontrado a primeira evidência de “sementes” desses monstros cósmicos no universo primitivo, o que ajudaria a explicar como alguns desses misteriosos objetos com massas equivalentes a milhões ou até mesmo bilhões de vezes a do Sol cresceram rápido o suficiente para existir menos de 1 bilhão de anos após o Big Bang.
Potencialmente, essas “sementes” são buracos negros com cerca de 40 milhões de vezes mais massa que o Sol. Acredita-se que esses “embriões” se formem a partir do colapso direto de nuvens de gás, diferentemente de um buraco negro típico que nasce quando uma estrela massiva chega ao fim de sua vida e colapsa sob sua própria gravidade.
Modelos teóricos de galáxias para hospedar essas sementes de buracos negros supermassivos são referidas como Galáxias de Buracos Negros Descomunais (OBGs). Elas estariam a 13,8 bilhões de anos-luz daqui, e seriam vistas por observatórios espaciais como pareciam na infância do Universo.
Ao que tudo indica, dois equipamentos da NASA, finalmente, conseguiram obter uma dessas visões. É o que diz o novo estudo, conduzido por uma equipe internacional de cientistas liderada pelo pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard e Smithsonian, Akos Bogdán.
The @chandraxray and @NASAWebb combination detected an Over-Massive Black Hole Galaxy: UHZ1. Artist's(!) impression of an active supermassive black hole in the early universe. Credit: NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva. Source: https://t.co/vqmZTIEbIt pic.twitter.com/GufaoNfXxr
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