
Um dos momentos mais simbólicos da Igreja Católica está em andamento. Os 133 cardeais que compõem o conclave estão isolados na Capela Sistina, no Vaticano, para escolher quem vai suceder o papa Francisco.
Esta eleição tem muitas nuances. Num primeiro momento, todas as atenções estão focadas na escolha de um cardeal que possa liderar o mundo cristão pelos próximos anos. Depois, vem outro momento importante: a escolha do nome do novo papa.
Oficialmente, o papa pode escolher o nome que quiser. Inclusive, o nome de batismo pode ser mantido durante o pontificado. Isso aconteceu especialmente na Antiguidade e na Idade Média, com os papas Leão, Pio e Silvestre, por exemplo.
No entanto, alguns critérios têm sido respeitados historicamente e não se espera que eles sejam quebrados. Muitos papas têm homenageado apóstolos de Jesus, usando nomes como João ou Paulo, ou junções, como João Paulo.
Por outro lado, nomes como Jesus (por respeito) e Judas (em função da traição) são evitados. Até mesmo Pedro, o primeiro apóstolo e o primeiro papa da história, costuma ser descartado.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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