
Um fortíssimo abalo sísmico ocorrido em 1960 no Chile, que ficou conhecido como Valdívia, em referência à cidade mais próxima de seu epicentro, entrou para a história como o terremoto mais poderoso de todos os tempos.
Desde então, nenhum outro superou a marca de 9,5 graus na escala Richter atingida neste episódio. Aí, vem o questionamento: isso nunca mais aconteceu porque seria essa a magnitude máxima possível para um terremoto no nosso planeta?
A resposta é: não é bem assim. As chances de um terremoto muito maior existem, mas são muito baixas. Embora um terremoto de magnitude maior do que 9,5 possa ocorrer, ele exigiria que um enorme pedaço da crosta terrestre se quebrasse de uma só vez – o movimento de uma falha enormemente profunda e extraordinariamente longa.
“Não há muitos lugares na Terra onde isso possa acontecer”, disse Wendy Bohon, geóloga de terremotos e divulgadora científica, em entrevista ao site Live Science. “Um terremoto de magnitude 9,5 provavelmente está bem em torno do limite superior para o que o planeta pode gerar, e uma magnitude 10 é extremamente improvável”.
Magnitude é uma unidade de medida que quantifica a energia liberada em um terremoto. É um pouco diferente da intensidade, que pode ser influenciada pela distância de alguém do epicentro e pelas condições do solo. “O mesmo terremoto será mais forte para alguém de pé em solo solto e areia do que para alguém de pé em rocha firme”, explicou Bohon.
Já a magnitude de um terremoto depende da área total de uma falha que se rompe. Isso, por sua vez, depende de quão profunda a falha desce pela crosta e por quanto tempo o segmento que se rompe horizontalmente.
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