Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

Qual foi a maior explosão nuclear do mundo?

Qual foi a maior explosão nuclear do mundo?

A maioria das pessoas associa explosão por bombas nucleares aos acontecimentos em Hiroshima e Nagasaki em 1945 durante a Segunda Guerra Mundial. Embora estas ogivas tenham ferido e matado milhares de pessoas, elas sequer chegam perto da maior explosão nuclear do mundo, a qual concentrou cerca de 57 milhões de toneladas de dinamite e foi utilizada em testes pela União Soviética. A seguir, confira mais informações sobre este acontecimento e onde ele ocorreu.

Intitulada de Tsar Bomb ou RDS 220, esta ogiva nuclear foi desenvolvida pela União Soviética (URSS) e testada oficialmente em 30 de outubro de 1961. Seu potencial explosivo correspondia a 57 megatons (equivalente a 57 milhões de toneladas de TNT), sendo, portanto, a bomba atômica mais destrutiva já criada.

A fissão nuclear foi descoberta em 1939 e, posteriormente, estudada e implementada como o principal mecanismo destrutivo de bombas para atacar os inimigos durante a Segunda Guerra Mundial. Após o encerramento oficial da guerra, as superpotências remanescentes (EUA e URSS) iniciaram o que ficou conhecido como “Corrida Armamentista”, representada pelo investimento maciço em pesquisa e desenvolvimento de ogivas nucleares: os países disputavam entre si para construir o arsenal de guerra mais potente do mundo, pois o “ganhador” carregaria o título da nação mais poderosa do mundo e, posteriormente, poderia utilizar esta influência internacional para controlar outros países.

Essa corrida, desencadeada entre os anos de 1950 e 1960, deu origem à criação de bombas a base de Hidrogênio: uma substância destrutiva ainda mais potente que a matéria prima das bombas ateadas em Hiroshima e Nagasaki, as quais eram foram recheadas de Urânio e Plutônio.

No fim, a bomba de hidrogênio mais poderosa já construída foi a RDS 220, apelidada de Tsar Bomb, e cuja pesquisa foi liderada pelo físico Andrei Sakharov: o estudioso queria construir um projétil com 100 megatons de potência, contudo, a construção ocasionou uma série de problemas e acabaram diminuindo a potência total para 50 megatons. No dia do teste da bomba, no entanto, a potência foi superior ao esperado e alcançou 57 megatons de potência.

Os cientistas detonaram a bomba em 30 de outubro de 1961 no Oceano Ártico, mais especificamente no arquipélago de Nova Zembla. A ogiva nuclear de hidrogênio pesava 27 toneladas e detinha dimensões de 8 metros de altura por 2 metros de diâmetro. Ela foi transportada por um avião Tu-95-202 e lançada com um paraquedas, a fim de que não explodisse antes do esperado.

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