
Algumas missões espaciais tripuladas podem durar meses e com a aproximação das viagens para Marte, algumas podem durar até mesmo anos. Durante esse período as necessidades básicas dos tripulantes continuam, entre elas se alimentar, e agora cientistas e chefs estão trabalhando para revolucionar a comida que será levada para o espaço.
A ideia da pesquisa é que o alimento ajude a manter a saúde física e mental dos astronautas. Para isso, os cientistas consideraram a percepção de sabor pelos humanos e como as experiências sensoriais podem ser usadas para lembrar de alimentos, num estudo conhecido como gastronomia neurológica ou neurogastronomia.
A neurogastronomia examina a relação entre os humanos, o que comem e a origem do alimento e se isso pode ser aplicado ao espaço profundo. Essa preocupação pode ajudar a reduzir o impacto psicológico dos astronautas durante as missões além de explorar diversas outras áreas.
Entender a relação entre o cérebro, o intestino e os efeitos do voo espacial de longo prazo é crucial. Cultivar alimentos durante a viagem torna-se uma necessidade.
Experimentos com o cultivo de alface já foram realizados na Estação Espacial, mas o desafio consiste em ampliar a produção para que ela seja suficiente para alimentar equipes de tripulantes por vários meses no espaço profundo.
Além disso, outro ponto estudado durante a pesquisa, é o funcionamento do processo digestivo em microgravidade. Entender a saúde intestinal dos astronautas pela visão da gastronomia neurológica é importante para serem desenvolvidas dietas onde o maior número de nutrientes possam ser absolvidos no espaço profundo.
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