
Há algumas semanas, o mundo entrou em alerta com o descobrimento de um asteroide com potencial de atingir a Terra em 2032. Segundo análises iniciais, o YR4, como foi denominado, pode até destruir uma cidade inteira. Tanto que o Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi redirecionado pela NASA para monitorar o achado.
Com essa descoberta e os estudos para tentarmos impedir que esses objetos espaciais colidam com nosso planeta e acabem com tudo aqui (caso da missão DART), fica a pergunta: quantos asteroides podem nos atingir com potencial destrutivo e será que temos condições de impedir isso?
Um PHA é um NEO com mais de 140 m de diâmetro, podendo chegar a até 7,48 milhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 20 vezes a distância média entre Terra e Lua, conforme a NASA.
Um asteroide com essas dimensões e a essa distância de nós, se passasse por nossa atmosfera sem queimar, poderia causar danos generalizados, ainda mais se caísse em região povoada. Objetos com esse potencial também têm um apelido: asteroides “assassinos de cidades”.
Agora, PHAs ainda maiores, com mais de um quilômetro de diâmetro, podem destruir todo o planeta e, até, extinguir a vida como a conhecemos hoje. E isso já aconteceu — a rocha espacial que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e matou os dinossauros é o principal exemplo. O apelido desse subtipo não poderia ser outro: “assassinos de planetas”.
Neste mês, o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA identificou algo em torno de 37,5 mil NEOs, dos quais, cerca de 2,5 mil são considerados potencialmente perigosos, segundo o Minor Planet Center da International Astronomical Union (IAU).
Entre para comentar.