
Um novo levantamento reavaliou as conclusões de 88.125 pesquisas ambientais, chegando à conclusão que surpreendeu “um total de zero pessoas”: quase 100% dos estudos considerados afirmam que a humanidade é a responsável pelo avanço do aquecimento global.
Entende-se por “aquecimento global” toda uma série de fenômenos que levam ao aumento da temperatura média da Terra, bem como as consequências disso, como o derretimento descontrolado das camadas mais grossas de gelo polar, o aumento do nível do mar e o maior volume de catástrofes naturais, como incêndios florestais e furacões.
E a culpa disso é nossa, segundo esses quase 90 mil estudos, que foram todos revisados por congêneres e tiveram seus métodos amplamente reproduzidos em ambientes independentes, o que atesta a veracidade de suas conclusões.
O novo levantamento atualiza uma pesquisa similar feita em 2013. Na ocasião, o paper afirmava que 97% dos estudos publicados entre 1991 e 2012 apoiavam a ideia de influência humana na mudança climática da Terra. Já o estudo atual considera toda a literatura publicada entre janeiro de 2012 e novembro de 2020 – contemplando novos estudos no campo e aumentando a responsabilidade da humanidade no aquecimento global.
“Nós estamos virtualmente certos de que o consenso [científico] já é bem maior que 99% e configura, basicamente, um ponto indiscutível em qualquer conversa pública sobre a realidade das alterações climáticas causadas pelo homem”, disse Mark Lynas, pesquisador convidado da Aliança pela Ciência da Universidade de Cornell e autor primário do paper.
“É essencial reconhecermos o papel das emissões do efeito estufa, a fim de que possamos, rapidamente, mobilizar novas soluções, uma vez que já estamos testemunhando em tempo real os impactos devastadores do clima em relação aos negócios, às pessoas e à economia”, comentou Benjamin Houlton, reitor da Faculdade de Agricultura e Ciências Naturais da Universidade de Cornell e co-autor do estudo, publicado na última terça-feira (19), no jornal Environmental Research Letters.
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