
A imagem acima concentra pouco mais de 1.890 galáxias, imersas em nuvens de formação de estrelas. Quem a tirou foi Miguel Claro, fotógrafo especialista em “fotos astronômicas” do céu noturno que mora em Lisboa (Portugal).
Apesar de ser uma imagem só, a foto é, na verdade, uma junção de capturas realizadas ao longo de 11 noites. O fotógrafo as tirou de uma área oficial de céu escuro no Observatório do Alqueva, em Portugal.
Para capturá-la, Miguel Claro usou uma lente de 300 mm, compreendendo quatro horas de exposição de integração total. O resultado mostra galáxias a uma distância de 48 milhões de anos-luz da Terra.
Na imagem acima, com anotações do fotógrafo, dá para ter uma noção mais precisa de quantas galáxias a imagem abarca. As anotações estão em inglês e são baseadas nos apelidos da União Astronômica Internacional que a comunidade usa (mas cada cultura chama de um jeito).
À esquerda na imagem, está a galáxia Messier 100 (M100), enquanto no centro à direita está um “ponto de interrogação” invertido formado por outras galáxias, conhecido como Cadeia de Markarian. A cadeia inclui a gigantesca galáxia elíptica M87, a enorme galáxia elíptica M86 e M84 e as coloridas galáxias M90, M91 e M88.
O aglomerado de Virgem forma o coração do maior Superaglomerado de Virgem, do qual pertence o Grupo Local de galáxias, contendo a nossa galáxia: a Via Láctea. Ela também traz nuvens de gás hidrogênio entre nós e o Aglomerado de Virgem.
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