
Já se passaram mais de 20 anos quando descobrimos que a cor dos dinossauros, bem como suas disposições físicas, não se limitavam a “lagartões” escamosos marrons ou cinza-escuros, e que na verdade não só alguns deles tinham até pêlos e penas, a maior parte dos antigos animais que dominaram a Terra tinha cores vibrantes e notáveis.
Hoje, já temos uma ciência bem maior de como era o visual da maioria dos dinossauros, mas como foi que chegamos a essa conclusão? E mais além, como podemos determinar a veracidade disso nos dias atuais?
Bom, a resposta está nos animais contemporâneos e alguns de seus antepassados, de acordo com Jakob Vinther, professor associado de Macroevolução da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Em entrevista ao LiveScience, ele comentou como fez a sua descoberta por acidente.
“Eu estava analisando a tinta fossilizada de lulas e polvos ancestrais”, disse o especialista. “Estava surpreendentemente bem preservada. Você pode extrair a tinta de uma lula ou polvo atuais comprados em alguma feira e olhar para ela por um microscópio eletrônico: você verá pequenas bolinhas, perfeitamente redondas. E se você olhar para a tinta fossilizada, verá o mesmo visual: bolinhas perfeitamente redondas”.
De acordo com Vinther, essas “bolinhas” são chamadas “melanossomas”. Basicamente, são pequenos objetos esféricos cheios de melanina, a mesma substância que dá cor ao cabelo, pele, olhos, pêlos e penas por todo o reino animal. Antigamente, nós erroneamente pensamos que esse dispositivo era apenas um conjunto de bactérias que se fossilizaram no corpo dos dinossauros. Bem, pensamos errado.
A pesquisa de Vinther quebra um mito bem antigo na ciência, de que a melanina não poderia sobreviver ao processo de fossilização. Bem, não só ela pode, como ela nos conta exatamente qual era a cor do ser vivo de onde ela foi extraída – graças ao fato de ela tomar formas específicas que ditam qual cor ela vai produzir.
Entre para comentar.