
O segredo para ter um sono de qualidade pode estar na temperatura do nosso corpo, especificamente, na exposição ao frio intenso. Um novo estudo da Universidade de Poitiers, na França, revelou que sessões de “congelamento” numa câmara de crioestimulação podem não só melhorar o repouso, mas também o nosso humor.
O experimento, com 20 participantes saudáveis, com idade média de 23 anos, foi conduzido ao longo de cinco dias, e o resultado foi divulgado na revista Cryobiology.
Por enquanto, não existe uma explicação definitiva para a questão. O estudo não buscou responder qual é a relação do frio com o sono e quais mecanismos estão por trás disso. No entanto, as descobertas atuais podem ser úteis em investigações futuras sobre o tema.
Até o momento, sabe-se que a crioestimulação de corpo inteiro (WBC) pode acalmar o coração após exercícios, reduzir a inflamação e melhorar o bem-estar geral. A expectativa é que, com os avanços das pesquisas, uma melhor compreensão da ligação entre baixas temperaturas e uma maior qualidade do sono possa ajudar a desenvolver melhores tratamentos para aqueles com problemas para dormir, com inflamação crônica ou sinais precoces de demência.
Nayra Teles é estudante de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e redatora no Olhar Digital
Entre para comentar.