Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Radiação de supernovas pode ter afetado o clima da Terra

Radiação de supernovas pode ter afetado o clima da Terra

Uma nova pesquisa sugere que explosões de estrelas massivas (as chamadas supernovas) podem ter provocado mudanças no clima da Terra ao longo da história. Esses eventos cósmicos extremos liberam grande quantidade de energia e partículas que podem interagir com a atmosfera do planeta, mesmo quando ocorrem a centenas de anos-luz de distância.

Publicado na edição de junho da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o estudo foi conduzido por Robert Brakenridge, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ártica e Alpina, que faz parte da Universidade do Colorado em Boulder, EUA. Ele buscou entender como a radiação de supernovas pode ter causado alterações ambientais no passado. A ideia é que, ao estudar o que já aconteceu, a humanidade possa se preparar melhor para o futuro.

Supernovas acontecem quando estrelas gigantes, muito maiores que o Sol, chegam ao fim da vida. Sem combustível, elas colapsam sob a própria gravidade, formando buracos negros ou estrelas de nêutrons. Nesse processo, lançam uma explosão violenta de radiação que pode atravessar grandes regiões do espaço.

Se uma supernova ocorresse a cerca de 30 anos-luz da Terra, poderia destruir nossa atmosfera e acabar com toda a vida no planeta. Já a centenas de anos-luz, o impacto não seria letal, mas ainda assim perigoso. A radiação pode danificar a camada de ozônio, responsável por proteger a Terra da radiação ultravioleta do Sol.

Brakenridge explica em um comunicado que há registros de mudanças climáticas abruptas na história da Terra. O cientista acredita que algumas dessas mudanças podem ter sido causadas pela radiação de supernovas. Para investigar, ele decidiu cruzar dados espaciais com registros geológicos da Terra.

Diferentemente de estudos anteriores, que focavam na teoria, Brakenridge aplicou esses conceitos a evidências concretas. Ele usou dados de telescópios espaciais para entender melhor como a radiação interage com a atmosfera e desenvolveu um novo modelo de impacto climático causado por supernovas.

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