Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Ramsés: faraó vai ajudar a defender a Terra de asteroides? Quase isso

Ramsés: faraó vai ajudar a defender a Terra de asteroides? Quase isso

Um grande passo foi dado pela Agência Espacial Europeia (ESA) para concretizar uma missão que vai investigar o asteroide Apophis, esperado para se aproximar da Terra em 2029.

Na quinta-feira (17), durante o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), o diretor geral da ESA, Josef Aschbacher, assinou um contrato no valor de 63 milhões de euros (aproximadamente R$390 milhões) com a empresa OHB Italia. Com esse acordo, terá início a fase 1 do desenvolvimento da espaçonave Ramsés – sigla em inglês para algo como “Missão Rápida Apophis para Segurança Espacial”.

De acordo com um comunicado, essa missão enfrenta um cronograma apertado e precisa ser lançada no início de 2028 para interceptar o asteroide Apophis, que passará a apenas 31 mil km da Terra em 13 de abril de 2029. Os objetivos incluem estudar a composição e a estrutura da rocha espacial, além de investigar como as forças de maré da Terra influenciam sua coesão.

Ramsés ainda não está totalmente aprovada e financiada. Os estados membros da ESA ainda precisarão liberar os recursos financeiros necessários, o que deve acontecer na próxima reunião do Conselho Ministerial, marcada para 2025. No entanto, a assinatura do contrato já permite que a equipe comece a trabalhar em atividades urgentes, como a conclusão do projeto.

A missão se beneficiará da tecnologia desenvolvida para a espaçonave Hera, lançada no início deste mês para investigar o asteroide Dimorphos, desviado pela NASA em um teste de defesa planetária em 2022. Além disso, o desenvolvimento inicial da sonda Ramsés é financiado com economias geradas pelo projeto Hera, que foi concluído abaixo do orçamento reservado.

Paolo Martino, gerente do projeto Ramsés, revela dificuldade enfrentada para manter o cronograma. “Chegar na hora certa é muito desafiador. Não podíamos esperar pela reunião ministerial, então pedimos aos nossos estados membros que utilizassem os recursos disponíveis”.

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