
No fim do mês passado, o satélite Landsat 8, da Nasa em parceria com a Pesquisa Geológica dos EUA, captou um raro fenômeno de formação de gelo na superfície do Oceano Antártico. A agência espacial norte-americana, por meio de seu Observatório Terrestre, processou a imagem e a divulgou esta semana.
Segundo informações do observatório, a imagem se concentra em um canal de água com cerca de 6 km de diâmetro entre a Plataforma de Gelo Ronne – uma extensão flutuante permanente da principal camada de gelo da Antártica, que deu origem ao A-76, o maior iceberg do mundo – e um grande pedaço de gelo marinho no Mar de Weddell.
Ventos fortes e correntes marítimas incomuns ajudaram a pintar essa paisagem de gelo de tirar o fôlego na superfície oceânica.
Composto por gelo plurianual (que é branco e formado ao longo de anos) e por gelo fresco (que é cinza e está no primeiro ano de formação), esse gelo marinho se faz normalmente muito mais próximo da Plataforma de Gelo Ronne. No entanto, na imagem, ele está muito mais longe após ter sido empurrado por ventos fortes.
Essa lacuna mais ampla permitiu que faixas finas de gelo se formassem entre os dois pedaços maiores. Esses “tentáculos” de gelo são feitos de nilas, um congelamento marinho fino com menos de 10 centímetros de espessura.
Formadas por minúsculos cristais em forma de agulha conhecidas como “gelo frazil” – que são o primeiro estágio do crescimento do gelo marinho – as nilas são lâminas frágeis completas que se organizam sobre a água.
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