Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Rede em nuvem vai demorar segundos para identificar bactérias

Rede em nuvem vai demorar segundos para identificar bactérias

Um novo sistema de rede em nuvem promete acabar com a demora para identificar bactérias e outros microrganismos. A ferramenta, chamada MicrobeMASST, é uma parceria de um grupo de cientistas brasileiros e de outros 14 países que, além de agilizar na identificação, vai comparar informações químicas dos organismos e conectar cientistas a um banco de dados mundial para facilitar o estudo. A rapidez pode ser essencial, por exemplo, na hora de reconhecer uma infecção.

Segundo o Jornal da USP, o projeto envolve 15 países e 25 laboratórios diferentes, sete deles brasileiros. A rede em nuvem já reúne mais de 100 milhões de dados, a partir de 61 mil análises químicas microbianas.

De acordo com o professor Norberto Peporine Lopes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), as amostragens aparecem em 1.300 espécies, de mais de 500 gênero e 260 famílias de bactérias.

Isso mostra a vantagem da análise dos microrganismos em tão pouco tempo. Basta apenas alguns segundos para o sistema encontrar um resultado para a amostra, que, como lembra Lopes, pode ser vital na hora de identificar um vírus ou uma bactéria que está infectando uma pessoa ou causando uma infecção.

Para além da medicina e área da pesquisa, o projeto pode ajudar nos setores de agronomia, para identificar patógenos do solo ou plantas; na arqueologia, para identificar espécies antigas; ou até na área forense.

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.

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