
Há séculos, o clima de Marte tem sido objeto de interesse científico. Apesar de ser menor e bem mais distante do Sol que a Terra, o Planeta Vermelho apresenta similaridades climáticas importantes com o nosso mundo, tais como a presença de uma atmosfera, capa de gelo nos polos, mudanças sazonais e a presença observável de padrões climáticos.
Por lá, tempestades e redemoinhos de poeira acontecem regularmente, mas é no período do verão no hemisfério sul de Marte que elas se tornam bastante perigosas, cobrindo áreas imensas durante semanas.
Uma vez a cada três anos marcianos (equivalente a cerca de cinco anos e meio terrestres), as tempestades podem se tornar grandes o suficiente para abranger todo o planeta e durar até dois meses.
Especialistas dizem que essas tempestades desempenham um papel importante nos processos dinâmicos que moldam a superfície marciana.
Quando elas são especialmente fortes, o atrito entre os grãos de poeira faz com que eles se tornem eletrificados, transferindo cargas positivas e negativas através da eletricidade estática.
Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira (24) na revista Geophysical Research Letters, liderada pela cientista planetária Alian Wang, da Universidade de Washington, EUA, sugere que essa potência elétrica pode ser a principal força motriz do ciclo do cloro marciano.
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