
Uma descoberta recente intriga os historiadores. Artefatos antigos esculpidos em vidro vulcânico foram encontrados na costa da Itália. Os materiais estavam no fundo do mar e acredita-se que tenham chegado até lá após um naufrágio durante a Idade da Pedra, entre 8 mil e 5 mil anos atrás.
Uma das relíquias localizadas chamou a atenção dos especialistas por ser feita de obsidiana, um vidro vulcânico formado quando a lava é resfriada rapidamente.
Devido às suas propriedades duras e quebradiças, esse material era frequentemente usado para criar ferramentas afiadas, como facas, machados e pontas de flecha. A obsidiana foi amplamente comercializada através do Mediterrâneo e Oriente Próximo durante o período Neolítico.
O objeto foi encontrado a uma profundidade de 30 a 40 metros. Ele pesa 8 quilos e mede 28 centímetros de comprimento, além de possuir marcas de corte feitas por humanos. A principal hipótese é que estivesse sendo transportado por um navio da era neolítica que acabou naufragando na região.
Os pesquisadores agora querem entender o que, de fato, é essa relíquia e para onde ela estava sendo transportada. Também esperam encontrar vestígios da embarcação, o que seria um feito inédito para a ciência.
Os restos de um casco neolítico em águas mediterrâneas nunca foram encontrados até hoje. Há casos de barcos neolíticos encontrados no continente europeu ou em água doce, lagos e rios. Mas o Mar Mediterrâneo tem uma temperatura e salinidade agradáveis para o molusco comedor de madeira, Teredo navalis. Assim, navios de madeira de todas as idades, quando afundam no Mediterrâneo, são presas desses moluscos.
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