
Um pedaço de crânio humano foi descoberto há sete meses por dois remadores de caiaque no rio Minnesota, nos arredores da cidade de Sacred Heart, EUA. Embora autoridades locais tenham pensado que se tratava de restos mortais de alguma vítima dos muitos casos de desaparecimento da região, um exame forense revelou algo muito mais surpreendente: o osso tem aproximadamente 8 mil anos.
Dessa forma, o achado torna-se uma pista sobre a vida dos nativos americanos no período arcaico, que se estendeu por cerca de 8 mil a mil anos atrás. O exame do crânio revelou que ele pertencia a um homem que pode ter vivido entre os anos de 5.500 antes da Era Comum (AEC) e 6.000 AEC*.
“Nenhum de nós estava preparado para isso”, disse o xerife do condado de Renville, Scott Hable, ao jornal The Washington Post.
De acordo com o site Livescience, o gabinete do xerife postou uma foto do fragmento do crânio nas redes sociais, mas foi obrigado a removê-la por ordem do Conselho de Assuntos Indígenas de Minnesota.
O grupo se opôs ao fato de que nem seus membros nem o arqueólogo do governo de Minnesota foram informados da descoberta, conforme exigido por lei estadual, e também quanto à exibição online do fóssil, que deve ser entregue a oficiais tribais da Comunidade Upper Sioux, de acordo com o MPR News. Posteriormente, alguns veículos de mídia local compartilharam a imagem nas redes sociais.
Kayakers On Minnesota River Found Human Skull That Turned Out To Be Nearly 8,000 Years Old https://t.co/epDzJQu70A pic.twitter.com/Vikz7v4DpK
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