Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Revolução na neurociência! Supercomputador simula cérebro com precisão inédita

Revolução na neurociência! Supercomputador simula cérebro com precisão inédita

Uma das simulações virtuais mais realistas do córtex cerebral de um camundongo foi feita por cientistas do Instituto Allen (EUA) e colaboradores de outros países. O modelo digital, processado pelo Fugaku, um dos supercomputadores mais rápidos do mundo, reúne quase dez milhões de neurônios, 26 bilhões de sinapses e 86 regiões interconectadas do cérebro. A simulação replica forma e função do órgão com detalhamento inédito.

O feito abre caminho para “experimentos virtuais” que podem transformar a pesquisa sobre distúrbios cerebrais. Com o modelo, é possível simular digitalmente doenças como Alzheimer e epilepsia para observar como o dano se espalha pelas redes neurais, estudar cognição e consciência ou testar tratamentos de forma segura. 

A tecnologia também permite investigar como os problemas começam antes mesmo dos sintomas aparecerem. Isso é algo difícil de capturar em estudos tradicionais.

A simulação é uma reconstrução digital de todo o córtex do camundongo, com resolução subcelular. O modelo capta a estrutura real e o comportamento das células cerebrais: os ramos que partem dos neurônios, as ativações das sinapses (contatos minúsculos que transmitem mensagens) e o fluxo e refluxo de sinais elétricos através das membranas. 

Além disso, a simulação captura até os fluxos de íons e as flutuações de voltagem dentro dos compartimentos que formam as morfologias neuronais em forma de árvore.

O projeto foi liderado por cientistas do Instituto Allen, em Seattle, e por Tadashi Yamazaki, da Universidade de Eletrocomunicações do Japão. 

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