
No início do ano, o Rio Acre, em Rio Branco (AC), atingiu a segunda maior cota histórica, causando enchentes que atingiram mais de 70 mil pessoas. Agora, pouco mais de dois meses depois, o manancial atingiu a menor marca para o mês de maio nos último cinco anos e pode causar uma seca prolongada.
Especialistas chamam atenção para mais um evento provavelmente causado pelas mudanças climáticas.
Em comparação com março, em que o nível de chuva superou os 400 milímetros, foram apenas dois dias de chuvas significativos em maio, nos dias 4 e 5. O total do mês não passou dos 54,1 milímetros em Rio Branco, sendo que o esperado é de 108 milímetros.
Assim como outros eventos climáticos extremos recentes, como as chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, a situação do Rio Acre está sendo agravada pelas mudanças climáticas. Segundo reportagem do g1, os gases de efeito estufa estão causando uma mudança no ciclo hidrológico e, consequentemente, baixando o índice de precipitação na região.
Eventos climáticos como o El Niño também têm influência. No caso deste, que já caminha para seu fim, as chuvas ficam abaixo da média e tendem a causar secas no Norte e Nordeste do Brasil, enquanto aumenta os índices no Sul e Sudeste (como no RS).
A situação do Rio Acre alertou especialistas. Além desses eventos climáticos extremos, eles mencionam a possibilidade de uma seca severa em 2024, que causará desabastecimento da capital e uma possibilidade do rio “morrer”.
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