
Estudo da Universidade de Umeå, na Suécia, demonstrou que o gelo consegue dissolver minerais de ferro com maior eficácia que a água líquida. A descoberta derruba a crença de que, quando depósitos minerais ricos em ferro ficavam presos no gelo, o ferro permanecia no local.
Isso também ajuda a entender por que rios no Ártico estão se tornando alaranjados devido ao degelo causado pelo aumento da temperatura global. Esses rios ficam com essa coloração devido à alta concentração de ferro liberado de depósitos congelados, o que os torna mais ácidos e com menos oxigênio que outros veios d’água.
No estudo, explica o New Atlas, o gelo está funcionando como um fator mais importante que o próprio derretimento do permafrost para liberar o ferro armazenado. Os pesquisadores descobriram que o gelo a -10 °C libera mais ferro do que a água líquida a 4 °C.
O congelamento cria bolsas microscópicas de água líquida entre os cristais de gelo, que agem como reatores químicos.
Ele explica que, mesmo em temperaturas ainda mais baixas, o gelo reage com os minerais de ferro, dissolvendo-o.
Para entender como funciona o processo, os pesquisadores analisaram a goethita, mineral de óxido de ferro encontrado misturado em solos e sedimentos. Descobriram também que os ciclos de congelamento e descongelamento são ainda mais eficientes para a liberação do ferro, além de perceberem que a água doce e salobra é mais eficaz que a água salgada.
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