Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Risco de colisão com lixo espacial continua alto e pode suspender próxima caminhada espacial da ISS

Risco de colisão com lixo espacial continua alto e pode suspender próxima caminhada espacial da ISS

Segundo a Nasa, a Estação Espacial Internacional (ISS) continua sob forte risco de ser atingida por lixo espacial. Depois do toque de recolher dado aos tripulantes na última segunda-feira (15), por causa de detritos gerados por um teste antissatélite conduzido pela Rússia, o laboratório orbital ainda não está totalmente fora de perigo.

Na quarta-feira (17), a agência espacial informou que o maior grau de ameaça aos astronautas que residem e trabalham no posto orbital foi realmente nas primeiras 24 horas após a detecção dos detritos, mas ordenou que as escotilhas que dividem os compartimentos da ISS permanecessem fechadas até que o Controle da Missão autorizasse a reabertura – o que se deu horas depois.

Uma atividade extraveicular programada para o próximo dia 30 pode ser suspensa, segundo o site Phys. Além dessa caminhada espacial, que servirá para substituir uma antena em mau funcionamento, a Nasa também está revisando outras operações da estação para avaliar os riscos antes de prosseguir. 

No início da semana, a Rússia lançou um míssil antissatélite ao espaço que, segundo a Nasa, criou uma nuvem de, pelo menos, 1,5 mil fragmentos viajando a 28 mil km/h.

Esses detritos cruzaram o caminho da ISS várias vezes, enquanto os astronautas a bordo eram alertados para ficarem em segurança em meio a temores de que o laboratório orbital fosse atingido.

É importante ressaltar que, neste ano, naves espaciais da Rússia já haviam deixado o laboratório orbital fora de controle não apenas uma, mas duas vezes. Com o teste “imprudente” (nas palavras do porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price) do míssil antissatélite, que acabou gerando toda essa situação de perigo para a ISS, devemos esperar grandes consequências para a já tensa relação entre os adversários geopolíticos?

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