Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Risco de erupções vulcânicas de grau máximo aumenta para os próximos anos

Risco de erupções vulcânicas de grau máximo aumenta para os próximos anos

Cientistas garantem que, até o fim deste século, erupções vulcânicas em larga escala serão mais comuns do que imaginamos. E, de acordo com um estudo desenvolvido pelo professor de vulcanologia Michael Cassidy, do Centro de Estudos do Risco Existencial da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da pesquisadora associada Lara Mani, a humanidade não está preparada para isso.

Embora eles não chamem tanta atenção popular quanto os asteroides, por exemplo, os vulcões devem ser motivo de grande preocupação para os habitantes da Terra, por dois motivos principais.

Primeiro, porque não são uma ameaça externa – eles já estão por aqui, prontos para explodir a qualquer momento. E, em segundo lugar, porque eles estão espalhados por todo o globo, muitas vezes, camuflados por belas paisagens que escondem um potencial letal.

Pelo Índice de Explosividade Vulcânica (IEV), a classificação máxima de magnitude de uma erupção é 8. Em 1815, o Monte Tambora, na Indonésia, experimentou uma erupção de magnitude 7, matando cerca de 100 mil pessoas. Por aí, já dá para ter uma noção do estrago que uma erupção de grau 8 pode causar.

Semelhantemente ao que ocorre com a escala Richter na sismologia, cada unidade do IEV corresponde a um processo que aumenta em escala exponencial de 10, sendo considerados o volume de material piroclástico ejetado, altura da coluna de erupção, duração em horas e elementos de apreciação qualitativa.

Em um artigo publicado na revista Nature, os pesquisadores relatam que os intervalos entre erupções cataclísmicas são centenas ou talvez milhares de anos mais curtos do que se pensava até então.

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