
Um grupo de cientistas, ao investigar rochas na superfície da Lua, podem ter descoberto algumas que se comportam diferente do que se pensava. Essas pedras estão cobertas de poeira lunar que não refletem a luz do Sol como o esperado, e os pesquisadores acreditam que isso possa ter a ver com o magnetismo do regolito.
As rochas foram encontradas enquanto os pesquisadores procuravam por pedras fraturadas com cerca de um metro de diâmetro a partir de imagens coletadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, uma sonda que orbita a Lua. A descoberta foi publicada recentemente na revista Journal of Geophysical Research – Planets.
Cerca de 130 mil pedras fraturadas foram inicialmente encontradas usando uma inteligência artificial que analisou cerca de um milhão de fotos capturadas pela sonda lunar. Dessas, metade foram verificadas pelos cientistas, e uma delas, na região do Redemoinho Gamma, chamou a atenção dos pesquisadores.
Percebeu-se que a pedra possuía áreas escuras, refletindo menos luz em direção ao Sol do que as outras. Os pesquisadores suspeitam que isso se dê devido à estrutura particular da poeira lunar, bem como sua densidade e tamanho.
Normalmente, a poeira lunar é muito porosa e reflete muita luz de volta na direção da iluminação. No entanto, quando a poeira é compactada, o brilho geral geralmente aumenta. Este não é o caso das rochas cobertas de poeira observadas.
Os pesquisadores apontam que apenas algumas rochas lunares cobertas de regolito refletem a luz de forma estranha, mas o que causa essa anomalia ainda não foi identificado. Devido às propriedades eletrostáticas da poeira, o magnetismo tem sido apontado como a explicação. A hipótese é que o vento solar levanta a poeira que acaba indo parar nas rochas.
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