
Diante das sanções impostas pelos países ocidentais em resposta à invasão à Ucrânia, a Rússia pretende estabelecer parcerias comerciais com a China para garantir a aquisição de componentes vitais da indústria espacial. De acordo com a Roscosmos, a aliança também poderia se estender a missões futuras no espaço.
Dmitry Rogozin, chefe da agência espacial russa Roscosmos, revelou a veículos de mídia do país que as sanções impostas pelos governos ocidentais podem afetar o recebimento de suprimentos de microeletrônica necessários para as naves espaciais.
“Mesmo com todos os nossos esforços para promover a indústria microeletrônica nacional russa, é impossível produzir tudo”, disse Rogozin, acrescentando que: “Temos excelentes relações com a China e vamos resolver esses problemas”.
Conforme destaca o site Ars Technica, a Rússia também recorreu a empresas aeroespaciais estatais chinesas após as sanções impostas em 2014 em resposta à anexação russa da Crimeia. No entanto, a invasão da Ucrânia está tendo repercussões muito maiores.
Até o momento, de acordo com a agência de notícias Reuters, a China não parece estar interessada em ajudar a Rússia a driblar as sanções. Isso porque, fazendo negócios com a Rússia, os bancos chineses e outras entidades também poderiam enfrentar sanções, além da perda de acesso ao sistema financeiro dos EUA.
Pequim se recusou a descrever as ações russas como uma invasão, mas parece ter cuidado para evitar ser pego nas repercussões enfrentadas pelo país governado por Vladimir Putin.
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