Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Saara abriga cor mais antiga do mundo; saiba mais

Saara abriga cor mais antiga do mundo; saiba mais

Foi encontrada, no deserto do Saara (África), a cor mais antiga do mundo: rosa-brilhante, com 1,1 bilhão de anos.

O achado estava em rochas subterrâneas, sendo que os fósseis que estavam no local têm pigmentações que variam do vermelho-sangue ao roxo profundo, quando concentrado, e rosa-brilhante, quando diluído, destaca a Galileu.

“A análise precisa dos pigmentos antigos confirmou que minúsculas cianobactérias dominavam a base da cadeia alimentar nos oceanos há um bilhão de anos, o que ajuda a explicar por que os animais não existiam naquela época”, contou Nur Gueneli, da Escola de Pesquisa de Ciências da Terra da Universidade Nacional Australiana, comunicado publicado na época da descoberta.

A rosa-brilhante se origina nos fósseis moleculares da clorofila, produzidos por organismos fotossintéticos antigos que se encontravam em antigo oceano desaparecido nos dias atuais.

“As moléculas que encontramos não eram de criatura grande, mas de organismos microscópicos, porque os animais não existiam naquela época. Essa é a coisa incrível”, explicou Jochen Brocks, autor principal do estudo e professor da Universidade Nacional Australiana, ao The Guardian.

Naquela época, é possível que o surgimento de organismos maiores tenha sido limitado por conta da escassez de partículas alimentares igualmente maiores, a exemplo as algas, de volume mil vezes maior que as cianobactérias e representam fonte de alimento mais rica, indica Brocks.

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