Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Safiras azuis têm verdadeira origem descoberta

Safiras azuis têm verdadeira origem descoberta

Um estudo publicado recentemente na revista Contributions to Mineralogy and Petrology revelou que as deslumbrantes safiras azuis, muitas vezes comparadas a pedaços do céu na Terra, têm uma origem fascinante e complexa – e diferente do que se pensava até então.

Segundo a nova abordagem essas pedras preciosas se formam na fronteira entre a crosta terrestre e o magma que emerge do manto, a camada intermediária da Terra. A pesquisa foi conduzida pelo geólogo Axel Schmitt, da Universidade Curtin, na Austrália, durante seu tempo na Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

Anteriormente, acreditava-se que as safiras se formavam profundamente no manto ou nas partes inferiores da crosta terrestre. No entanto, o estudo de Schmitt revela que essas gemas nascem mais próximas da superfície, a cerca de cinco quilômetros de profundidade, no coração dos vulcões. “Podemos identificar esta região como o ‘cadinho’ onde a safira se formou”, explicou Schmitt ao site LiveScience.

As safiras de qualidade gema geralmente são encontradas em depósitos de placer, que são sedimentos de rios que carregam minerais de suas rochas de origem. Contudo, sem essas rochas de origem, entender a formação dessas pedras preciosas torna-se um desafio. 

Para superar essa dificuldade, Schmitt e sua equipe estudaram a formação Eifel, no oeste da Alemanha, uma região vulcânica que se desenvolveu ao longo de milhões de anos, com a última erupção ocorrendo há cerca de 13 mil anos.

A formação Eifel é considerada um local ideal para investigar a química e a idade das safiras, devido à sua semelhança com outros campos vulcânicos que produzem depósitos de placer de safira, mas sendo mais jovem e, portanto, mais acessível para pesquisa. 

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