Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Saiba qual é o maior buraco que existe na camada de ozônio e quando ele vai se fechar

Saiba qual é o maior buraco que existe na camada de ozônio e quando ele vai se fechar

Em setembro de 2023, a Agência Espacial Europeia (ESA) realizou medições que constataram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida havia atingido uma área máxima de 26 milhões de km², que é três vezes maior do que o tamanho do Brasil, afetando a ozonosfera, ou seja, uma parte da estratosfera. 

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida é um lugar onde há baixa concentração desse gás na estratosfera. Esta falha é chamada pelos cientistas de “área de depleção de ozônio”. 

Um detalhe interessante é que o tamanho do buraco varia ao longo do ano, sendo mais comum aumentar entre os meses de agosto e outubro. No final de dezembro, os níveis de ozônio voltam ao normal, pois as temperaturas na estratosfera sobem no hemisfério Sul, reduzindo a depleção do gás. 

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida permite que a radiação ultravioleta aumente na região, derretendo ainda mais gelo. Com a piora, há um sério risco de que o Oceano Antártico aqueça ainda mais. 

Além disso, esse fenômeno faz com que a radiação UV aumente consideravelmente, representando um grande perigo para a vida selvagem. Focas e pinguins, por exemplo, ficam ainda mais vulneráveis, podendo sofrer danos inclusive na capacidade de reprodução e criação dos filhotes. 

Ademais, na região há organismos que são essenciais para o ecossistema. É o caso do plâncton, que desempenha um papel fundamental na cadeia alimentar marinha. Se ele sofrer danos em sua população, pode acabar afetando todo o ecossistema.

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