
O foguete Falcon 9 da SpaceX conseguiu finalmente decolar com a missão Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem (PACE) da NASA, na madrugada do dia 8. Inicialmente previsto para acontecer no dia 6 de fevereiro, o lançamento foi constantemente adiado devido ao mau tempo, mas agora que o satélite está em órbita, os cientistas poderão avaliar a saúde do nosso planeta como nunca.
Em órbitas sincronizadas com o Sol que passam pelos polos, cada pedaço da Terra é observado pelo satélite todos os dias sempre na mesma hora. Devido à posição da iluminação ser sempre a mesma, as espaçonaves podem detectar facilmente alterações na superfície. No caso do PACE, isso permitirá que ele cumpra sua missão.
O satélite, com cerca de 3,2 metros de comprimento, e seus instrumentos de observações estão sendo verificados a partir da Terra pelos manipuladores da missão. Depois disso, o PACE irá iniciar seus trabalhos de investigação dos oceanos, da atmosfera e até mesmo de áreas terrestres.
Com um espectrômetro chamado Ocean Color Instrument (OCI), os pesquisadores irão mapear a tonalidade do oceano a partir da interação das partículas da água com a luz solar, como as do pigmento clorofila encontrada nos fitoplânctons, base da cadeia alimentar marinha. Assim os cientistas poderão entender mais sobre esses microrganismos e o ecossistema oceânico, em geral.
Além disso, o satélite também é equipado com dois polarímetros que irão medir os estados de polarização da luz UV para ondas curtas em vários ângulos. Dessa forma, eles poderão entender mais sobre a atmosfera e o oceano, e assim, investigar a troca de carbono entre os dois, prever a ocorrência de furacões e tempestades e relacionar os aerossóis com as mudanças climáticas.
Mateus Dias é estudante de jornalismo pela Universidade de São Paulo. Atualmente é redator de Ciência e Espaço do Olhar Digital
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