
Um satélite da NASA deve cair na Terra nesta terça-feira (10), após quase 14 anos em órbita. A espaçonave é a Van Allen Probe A, que pesa cerca de 600 kg. Ela foi lançada em agosto de 2012 ao lado de sua “irmã gêmea”, Van Allen Probe B, em uma missão científica voltada ao estudo dos cinturões de radiação que cercam o planeta.
Essas regiões, conhecidas como cinturões de Van Allen, concentram partículas energéticas presas pelo campo magnético da Terra. Elas são influenciadas pela atividade do Sol e podem afetar satélites, astronautas e sistemas tecnológicos usados no dia a dia, como comunicações, navegação e redes elétricas.
As duas sondas foram desativadas em 2019, após cumprirem seus objetivos científicos. Mas, mesmo inoperantes, continuaram orbitando o planeta. Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada na atmosfera terrestre da Van Allen Probe A está prevista para ocorrer por volta das 20h45 de segunda-feira (9), no horário de Brasília, com margem de erro de até 24 horas.
Durante a descida, a maior parte da espaçonave deve se desintegrar ao atravessar a atmosfera. O atrito com o ar provoca temperaturas extremamente altas, capazes de destruir grande parte da estrutura do satélite. Ainda assim, alguns fragmentos podem sobreviver à reentrada.
Felizmente, o risco para a população é considerado muito baixo. De acordo com a NASA, a chance de alguém ser atingido por destroços é de aproximadamente 1 em 4.200. Esse cálculo leva em conta que cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por oceanos. Por isso, a maior probabilidade é que eventuais fragmentos caiam no mar ou em regiões remotas e pouco habitadas.
A missão das sondas Van Allen deveria durar apenas dois anos, mas os equipamentos continuaram funcionando por muito mais tempo. A sonda B operou até julho de 2019, enquanto a sonda A seguiu ativa até outubro daquele ano.
Entre para comentar.