Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Satélite meteorológico GOES-T é implantado com sucesso em órbita e ganha nova nomenclatura

Satélite meteorológico GOES-T é implantado com sucesso em órbita e ganha nova nomenclatura

No início deste mês, um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), decolou rumo à órbita geoestacionária da Terra levando um poderoso equipamento meteorológico que faz parte da série GOES-R, um programa de quatro satélites de observação do planeta. Chamado originalmente de GOES-T, o satélite recebeu a nomenclatura oficial de GOES-18 assim que foi implantado, ao atingir a marca de 35.785 km acima da superfície, nesta segunda-feira (14).

Sob responsabilidade da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o GOES-T foi lançado em 1º de março, decolando da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida. O lançamento foi gerenciado pelo Programa de Serviços de Lançamento da Nasa, baseado no Centro Espacial Kennedy.

Após 3h33min da decolagem, o satélite se separou do estágio superior do foguete Atlas V. Os gerentes da missão GOES-T confirmaram que seus painéis solares foram implantados com sucesso, e que o satélite conseguiu começar a operar com sua própria energia.

Conforme o planejado, o veículo lançador entregou o satélite meteorológico GOES-T a uma órbita de transferência geoestacionária, uma órbita altamente elíptica onde o satélite fica perto da Terra durante uma parte de sua órbita e longe da Terra no lado oposto. 

De acordo com o site Space.com, colocar o GOES-T em uma órbita de transferência geoestacionária fornece ao satélite um caminho para atingir sua órbita geoestacionária final sobre a linha do equador, onde ele foi implantado com sucesso após uma série de manobras de elevação e queima de motores. O satélite está agora em posição de orbitar na mesma velocidade que a Terra gira, para que possa manter uma vigilância constante sobre a mesma região.

Em seguida, o GOES-18 realizará seu segundo estágio de implantação da matriz solar. Os painéis solares implantados formarão uma única asa, que girará uma vez por dia para apontar continuamente suas células fotovoltaicas em direção ao Sol. As células fotovoltaicas convertem a energia solar em eletricidade para alimentar todo o satélite, incluindo os instrumentos, computadores, processadores de dados, sensores e equipamentos de telecomunicações.

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