
Pesquisadores da Curtin University (Austrália) descobriram que satélites da Starlink estão interferindo em observações de radioastronomia — e isso pode ter impacto em descobertas e pesquisas sobre o Universo.
A conclusão faz parte do maior estudo do mundo sobre emissões de rádio de baixa frequência de satélites, conduzido pelo Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês) e publicado na revista Astronomy and Astrophysics.
A Starlink é um serviço de internet que utiliza milhares de pequenos satélites em órbita baixa da Terra oferecido pela SpaceX, de Elon Musk. A grande promessa da empresa é a possibilidade de acesso à internet em locais remotos, de rápida conexão.
Os pesquisadores dizem que não se trata de um problema de quantidade de satélites, mas da força dos sinais e das frequências em que eles eram visíveis. Por não se tratar de algo intencional, os astrônomos não conseguem prever as interferências facilmente.
“Alguns satélites foram detectados emitindo em bandas onde nenhum sinal deveria estar presente, como os 703 satélites que identificamos em 150,8 MHz, que deveriam ser protegidos para radioastronomia”, disse Grigg.
Os autores alertam que a SpaceX não pode ser acusada de desrespeitar a regulamentação atual do setor, e que as conversas realizadas com a empresa foram “construtivas” com o objetivo de atualizar as políticas para esse tipo de tecnologia.
Entre para comentar.