Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Satélites passam colados em rota perigosa; veja

Satélites passam colados em rota perigosa; veja

O satélite russo Luch-2 foi visto manobrando para perto de outro satélite na órbita geoestacionária em abril. A aproximação não é uma surpresa, visto que seu antecessor, o Luch-1 fez o mesmo alguns anos atrás, mas não deixa de ser impressionante devido à proximidade dos objetos.

O alerta foi feito apenas algum tempo depois que os Estados Unidos e o Pentágono acusaram a Rússia de militarizar o espaço com um satélite capaz de atacar outros satélites em baixa órbita. O Cosmos 2576, como é conhecido, foi colocado na mesma órbita de um satélite do governo estadunidense, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, negou as acusações.

O Luch-2 é o sucessor do satélite Luch-1 que em 2014 levantou preocupação devido a suas aproximações com satélites geoestacionários de outras nações, como em 2015, quando ficou estacionado entre dois veículos Intelsat por um período de cinco meses. 

Apesar da Intelsat apontar que o satélite russo não interferia no seu funcionamento, em 2018, a França fez novas acusações. As alegações eram de que a Rússia estava usando o Luch-1 para interceptar mensagens entre dois satélites militares franceses, e o Luch-2 está se comportando da mesma forma que o seu antecessor.

Mateus Dias é estudante de jornalismo pela Universidade de São Paulo. Atualmente é redator de Ciência e Espaço do Olhar Digital

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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