
Mais um instrumento pode ser incorporado às buscas por fósseis: os satélites. As imagens obtidas por esses aparelhos pode ajudar os paleontólogos a vasculhar locais promissores de fósseis. Pelo menos foi o que apontou a nova pesquisa do laboratório do paleontólogo Edward Davis, do Departamento de Ciências da Terra.
Segundo os resultados obtidos, os dados de satélite podem revelar grandes fósseis individuais do ar, o que direciona os pesquisadores em campo no solo. “Organizar o trabalho de campo é muito caro, e há muitos riscos de segurança e proteção”, disse Elena Ghezzo, que liderou o trabalho como pesquisadora de pós-doutorado no laboratório de Davis.
A equipe analisou imagens de satélite multiespectral que não capta apenas a luz visível, mas também outros comprimentos de onda, como ultravioleta e infravermelho. Ao observar a interação dos diferentes tipos de luz pela paisagem, os pesquisadores podem escolher e notar características específicas que aparecem.
De acordo com Ghezzo, essa é a primeira vez que esse tipo de satélite é usado para buscar por fósseis. A ideia foi testada com dados do Parque Nacional da Floresta Petrificada, no Arizona. Hoje, o local é um deserto colorido, pontilhado com troncos fossilizados. A partir dessa paisagem e da criação de um mapa específico, foi possível criar as assinaturas nos dados de satélite que distinguiam um fóssil do fundo de outras características do cenário.
É mais fácil realizar a busca pelos fósseis em paisagens planas e abertas, com poucas obstruções, como é a Floresta Petrificada. Mas outros dados sobre a geologia e a topografia da região também podem ser levados em conta, para ajudar os pesquisadores a distinguir um fóssil de outros objetos.
Agora, Ghezzo está testando a técnica em uma variedade de sítios fósseis em todo o mundo, do Peru ao Egito e à Mongólia. Futuramente, a equipe pretende aplicar essa mesma técnica em alguns campos no leste de Oregon, nos EUA, já que há fósseis espalhados por vastas extensões remotas na região.
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