
Você conhece o termo “quinvigintilhão”? Se não, é melhor se familiarizar, porque o universo visível tem 600 deles – em bits. A informação vem de um novo levantamento calculado pelo físico Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, e publicado no jornal científico AIP Advances.
Antes de mais nada, é óbvio que o nosso universo ainda não pode ser totalmente quantificado – menos ainda em unidades digitais. “Bit” refere-se à menor unidade de informação em um computador digital, um “0” ou “1”. Já um “Byte” são 8 bits. Daí são derivadas outras unidades, como Kilobit (1000 Bits), Megabyte (1 milhão de bytes), etc.
A premissa para o levantamento de Vopson leva em consideração uma pergunta hipotética: e se o nosso universo for, ao invés de algo real e factível, uma simulação de computador? Diante disso, o número “seiscentos quinvigintilhões” seria o volume de dados necessários para rodar tal simulação.
Em termos numerados: 6×1080 (seis multiplicado por 10 elevado à octagésima potência) ou, em termos ainda mais diretos, 600.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (sim, setenta e oito vezes o número “0” – precisamos de uma linha e meia só para esse valor).
Vopson usou a Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein (1879-1955), que postula uma possível relação entre informação, energia e massa, para conduzir esse cálculo.
“Usando esse princípio de equivalência, eu especulei que a informação poderia ser a forma dominante da matéria no universo”, conta o especialista. “A informação pode até responder pela matéria escura, a substância misteriosa que compõe a maior parte do cosmo”.
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